Fala, alma!
Terça-feira, Agosto 31

Sonhos
Uma casinha simples, no meio do mato, só para ter onde dormir.
Um pedaço de terra verde para correr de encontro ao vento.
Uma pedra para sentar, chorar e ficar em silêncio ouvindo a voz de Deus.
Um cantinho qualquer para obervar com calma e tentar descobrir onde termina o arco-íris.
E quem sabe? Com um pouco de sorte achar o pote de ouro.

Trocaria todo meu ouro e a minha mansão por esse paraíso agora...

Só assim, descansaria minha alma em paz nos seus braços, enfim.

Posted by Eugênia às 11:16 PM
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Quinta-feira, Agosto 26
Sou viciada em amar
em todas as formas de vida
em todas as formas de sonho
em todos os jeitos de dar
E assim, vou morrer de overdose
cheirando amor
enlouquecida em desejos
delirando poesia.


(Carlos Drummond de Andrade)

Posted by Eugênia às 7:19 PM
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Domingo, Agosto 15
OS ARGONAUTAS
O barco, meu coração não agüenta
Tanta tormenta, alegria
Meu coração não contenta
O dia, o marco, meu coração
O porto, não
Navegar é preciso
Viver não é preciso
Navegar é preciso
Viver não é preciso
O barco, noite no teu tão bonito
Sorriso solto, perdido
Horizonte madrugada
O riso, o arco da madrugada
O porto, nada
Navegar é preciso
Viver não é preciso
Navegar é preciso
Viver não é preciso
O barco
O automóvel brilhante
O trilho solto, o barulho
Do meu dente em tua veia
O sangue, o charco, barulho lento
O porto, silêncio
Navegar é preciso
Viver não é preciso
Navegar é preciso
Viver não é preciso
Navegar é preciso
Viver...

Amo essa música de Caetano Veloso...

Posted by Eugênia às 9:56 PM
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Quinta-feira, Agosto 5
A minha alma hoje quer colocar aqui pedaçinhos da poetisa-mor...



Em folhas brancas...Sopro-te lírios
Agruras dos que escrevem com a alma
e passam em cima de um muro
de racionalismo até atingir o papel.


Sempre quis te dizer
e o faço agora
cantando baixinho a única sensação que me
vem a memória
Que a vida não é mais que um por de sol que se renova
intercalando os dias que se vão letárgicos,
vestidos de púrpura e prata
e de saudades de te ter.


Como lírios me desfaço, sempre em pequenas
pétalas
que se soltam para preencher dias vazios.


Olho para o céu e ele como um espelho
devolve-me um sorriso.


No acaso dos meus dias
colho lírios pincelados
de orvalho
e lágrima da manhã...


Se a chuva lhe beija o rosto, e faz perguntas
esquecidas,
abraçe as respostas...que desmancham
corações de pedra.
Deixe a luz do céu entrar em você
e a envolva em poesia
no efêmero cristal do tempo.


É preciso a manhã de sol
caso não aconteça,
inventá-la, para
saber-me presente
na vida.


Por mais que seja história
por mais que seja instante
A memória vai
ser sempre marcada
Desse tempo que será eternamente
Luz da minha alma.

Lú, querida... Estirei-me bem alto e encontrei todas as estrelas que se escondiam na minha alma.
Então peguei-as e sonhei profundamente, uma, duas, três vezes.
E em cada sonho que precedia os meus objetivos
vislumbrei uma realidade inesperada...


Deus abençoe seu dom, sua vida, seus amores, seus sonhos e cada uma das suas estrelas...
E nunca permita que pares de sonhar ou que deixes de brilhar!




Posted by Eugênia às 2:08 PM
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Tem dias que minha alma
chora...
Noites que minha alma
canta...
E madrugadas que
minha alma fala...